| 6 histórias constrangedoras no espaço

- - 02/07/15

Desde que os seres humanos olharam pela primeira vez para o infinito céu noturno, sonham em viajar entre as estrelas. E depois de 10.000 anos de engenho e sacrifício, não fomos muito longe. Viajamos até a garagem da Terra, basicamente. Mesmo assim, como temos um grande fascínio pelo assunto, praticamente cada momento desses bravos astronautas lá fora foram minuciosamente registrados e analisados ​​- incluindo aqueles profundamente embaraçosos. Nós todos, em algum momento, fomos flagrados em situações constrangedoras, inábeis ou simplesmente estúpidas, mas poucos fizeram isso com vista para o cosmo infinito.
6. O astronauta que disse ao mundo inteiro que estava peidando
Nenhuma bunda mortal tocou o universo mais diretamente do que a que pertence ao astronauta John Young, que desenvolveu um caso bíblico de peidos enquanto estava na lua em 1972. E ele deu um jeito de todo mundo em Houston saber disso. 

Young deixou acidentalmente seu microfone ligado e gravou de forma permanente e para toda a humanidade o fato de que todas as frutas que ele estava comendo estavam lhe dando um pouco de gases. Felizmente, o microfone não era forte o suficiente para capturar os barulhos intestinais diretamente. Alguma vez você já soltou um e notou que outra pessoa estava no quarto? Imagine olhar para trás e ver o planeta inteiro lá. Você pode ouvir o momento exato em que Young percebe o que está acontecendo na gravação.

 O governador da Flórida, Reubin Askew, ficou tão ofendido que Young estava culpando as frutas do estado pela situação que foi até a imprensa para tranquilizar o público americano. Na verdade, foi o potássio extra que estava dando a Young seus problemas de flatulência astral. Dois dos astronautas da missão anterior tinham desenvolvido pequenos problemas cardíacos. Assim, a NASA elevou o potássio na dieta da tripulação na missão de Young, causando o infeliz efeito colateral para o astronauta.

 Mas não ria, porque peidos no espaço foram um grande problema de segurança nas primeiras fases do programa espacial. A gravidade zero faz com que os astronautas sejam incapazes de arrotar, empurrando assim o gás para o intestino. A baixa pressão do ar induz o gás para a outra extremidade, completando o serviço. A mistura de metano com o ambiente de oxigênio puro pode criar uma situação literalmente explosiva, o que significa que a NASA gastou bastante dinheiro analisando a composição e quantidade de peidos dos astronautas para ajustar suas dietas.

  5. A tripulação da Discovery teve que derreter um pedaço gigante de urina
Se você já viu Apollo 13, Tom Hanks já lhe deu uma boa ideia de como fazer xixi no espaço funciona: você se alivia em um tanque a bordo e, em seguida, o tanque pulveriza sua obra no espaço.
A tecnologia sanitária espacial não evoluiu muito desde as primeiras viagens, e o sistema de águas residuais do ônibus espacial Discovery funcionava essencialmente da mesma maneira. Mas, então, houve um problema – um grande, amarelo e fedido problema. Em 1984, algo deu errado com o sistema de despejo de resíduos do Discovery; a urina tinha obstruído o bico e desenvolvido um considerável pingente de gelo formado de xixi, que ficou pendurado ao lado do ônibus. Embora esta seja uma situação irrefutavelmente divertida para nós, foi na verdade uma grande preocupação para a equipe, porque um pingente de gelo de 13 quilos durante a reentrada na Terra pode danificar o extremamente delicado escudo térmico do ônibus espacial. Ninguém quer ser o cara que foi morto por um pedaço monstruoso de urina congelada, de modo que os astronautas tiveram que usar todo o seu treinamento e astúcia para remover o picolé de mijo mortal.

A primeira ideia foi a de simplesmente derreter o negócio, então por três dias a tripulação virou a urina congelada em direção ao sol, mas ficaram devastados ao descobrir que não conseguiram descongelar quase nada. O envio de um astronauta não era desejável por causa do perigo envolvido, assim Houston criou uma maneira de usar um braço para agarrar coisas fora da nave para quebrar o gelo. O braço foi capaz de arrancar a coisa e atirar os fluidos corporais de todos para o vasto abismo do espaço.

Mas o episódio estava longe de terminar. Mesmo com o problema do iceberg de urina resolvido, a tripulação não podia despejar mais xixi no espaço, então tiveram que começar a usar sacos normalmente reservados para o número dois. O problema com isso é que a urina é naturalmente um fluido, e em gravidade zero é suscetível a saltar para fora do saco e se espalhar por todo o lugar. Os astronautas finalmente decidiram embalar os sacos com toalhas e roupas íntimas para absorver qualquer xixi rebelde antes que ele pudesse escapar.

4. John Young (outra vez!) contrabandeou um sanduíche para o espaço e quase matou todos
O programa Gemini foi um episódio importante na corrida espacial americana até a lua, e presenciou uma série de inovações, incluindo a primeira caminhada espacial americana, a primeira vez que duas espaçonaves se encaixaram e o primeiro sanduíche a orbitar a Terra.

 Durante a Gemini 3, o astronauta John Young contrabandeou um sanduíche a bordo do foguete em seu traje espacial. Enquanto em órbita, Young pegou o sanduíche e gentilmente o compartilhou com seu surpreso copiloto, Gus Grissom. Grissom deu uma mordida, mas rapidamente enfiou-o em seu traje quando migalhas começaram a voar ao redor da cápsula.

 A comida oficial dada aos astronautas possui um revestimento especial para evitar exatamente isto, porque migalhas podem se alojar atrás de painéis elétricos e causar todos os tipos de caos. A NASA não achou graça nenhuma e impediu futuros voos de fazer qualquer coisa parecida.

3. Os soviéticos deram a seus cosmonautas espingardas de cano serrado para proteção contra ursos
A pistola TP-82 foi desenvolvida especificamente para os cosmonautas russos e tinha poder de fogo suficiente para derrubar um urso de meia tonelada. Essa especificação não é acidental. Apesar de nossa sincera esperança de que os russos tivessem armado seus cosmonautas com uma escopeta de mão para combater aliens, a arma era, na verdade, concebida como uma medida de sobrevivência para quando eles voltassem à Terra. Por quê? Porque ao contrário dos americanos, que pousam suas naves espaciais no Oceano Pacífico, os soviéticos habilmente apontavam suas cápsulas para a Sibéria. E, como costuma acontecer, as cápsulas ocasionalmente saíam fora do curso, e o desembarque era feito em outro lugar na vasta e inóspita área. 

Em um desses casos, dois cosmonautas acabaram encalhados no meio do mato, nos Urais, a quase 1.000 km de seu local de pouso pretendido, com apenas uma pistola de 9 milímetros para lidar com os ursos e lobos que se escondiam na floresta. Apesar de nunca terem de fato encontrado qualquer um destes animais pela frente, eles conseguiram convencer seus chefes de que as futuras tripulações deveriam carregar armamentos mais pesados.

2. O plano de fuga dos foguetes americanos 
Com todo o perigo inerente que acompanha o fato de ter uma pequena cápsula que descansa em cima de toneladas de explosivos e de combustível, é de se pensar que a única vez que você não teria que se preocupar com isso seria quando a cápsula está descansando na plataforma de lançamento.

Infelizmente, esse não foi o caso com a missão Apollo 1, portanto, depois da tragédia, eles tiveram que desenvolver alguns novos métodos de fuga. Uns bem ridículos.
Por exemplo, no ônibus espacial, uma vez que os astronautas tenham saído de seus assentos com seus trajes espaciais desajeitados, eles têm que pular em grandes cestas anexadas a um cabo de aço de 400 metros e fazer uma tirolesa até o chão a cerca de 90 km/h. Uma mistura de filme de super-herói com brinquedo de parque de diversões.

Mas só porque os astronautas deixaram a nave não significa que o lançamento parou, o que significa que eles poderiam ter uma bomba voadora não tripulada prestes a cair sobre suas cabeças. Assim, apenas para garantir, os astronautas pulam fora das cestas e imediatamente vão até alguns velhos veículos anti-minas do exército para protegê-los de explosões.

Este ainda é melhor do que o plano que a NASA originalmente desenvolveu para as missões Apollo, que era enviar os astronautas a um bunker gigante localizado a 12 metros abaixo da plataforma de lançamento. O bunker podia resistir a uma pequena explosão nuclear, um nível ímpar de proteção, considerando que os foguetes Apollo eram alimentados com os bons e velhos querosene e hidrogênio.

1. A NASA acidentalmente apagou as fitas do primeiro desembarque na lua
Uma piada comum em comédias dos anos 80 e 90 era o personagem que gravava uma fita VHS em cima de outra importante, como um vídeo de casamento. Agora imagine que isso aconteceu na vida real, só que ao invés de gravar em cima do recital de piano de alguém, apagaram as fitas originais de uma das maiores conquistas espaciais na história de todo o planeta.

Em 2006, a NASA admitiu que eles não tinham ideia do que tinha acontecido com as fitas de vídeo, áudio e dados originais que haviam sido feitas durante a missão Apollo 11. Eles disseram na época que as fitas provavelmente estavam perdidas no meio dos arquivos, mas eventualmente afirmaram que haviam as localizado, mas elas tinham sido completamente apagadas e reutilizadas.

Para cortar custos do programa espacial, a NASA tinha recorrido a reutilização de fitas em missões posteriores, e algum técnico se deparou com as originais e resolveu jogá-las de volta no bolo de fitas reutilizáveis. Para os teóricos da conspiração, isto é demasiado incompetente para ser uma coincidência.

Em uma reviravolta notável, foram as redes de notícias que salvaram o dia. A CBS News ainda tinha as fitas que eles fizeram da transmissão original e as emprestou para o governo.

Fontes: [Hypescience] - [Cracked]